Fé e ciência - Gênios do passado
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Atualizado: há 4 horas
Há eras, a humanidade tenta explicar de onde viemos e para onde vamos, questões tão complexas, com uma profundidade tão significativa, onde o limitado tenta compreender o ilimitado. Alguns acreditam que tudo começou com um grande Big Bang, que viemos do nada e para o nada iremos. Outros buscam a verdade em religiões, com uma divindade no centro, recitando regras e doutrinas criadas por suas próprias mãos. No entanto, a resposta sempre esteve dentro de nós, não na ciência e nem na igreja, pois se nossa origem está no universo, então nós compartilhamos algo com ele.

Desde que nascemos, buscamos entender quem nós somos e qual o nosso propósito nessa vida. Nós percorremos religiões atrás de religiões, correndo atrás de algo que nem sabemos o que é. Sentimos esse anseio de compreender a imensidão do cosmos, cientistas buscam desvendar esses mistérios através das ciências, enquanto outras pessoas buscam essas respostas na espiritualidade. Mas qual está certa?
A verdade é que as duas estão, elas não são separadas, e não deveriam ser vistas como tal. A ciência foi criada para compreender o universo e a espiritualidade para entender além dele. Nossos grandes gênios do passado, tiveram como base as escrituras e palavras sagradas para desenvolver suas teorias, e mesmo assim os cientistas do presente ignoram esse fato por sua própria cegueira e orgulho.
Isaac Newton (1643-1727)
Newton era um gênio antissocial, que preferia a solidão a socializar com as pessoas ao redor. Considerando isso, ele não era de nenhuma forma influenciável a ideia e opiniões dos outros. Durante o seu isolamento autoimposto, ele podia observar a natureza e suas leis, mas o que muitos não sabem ou preferem ignorar, é que esse gênio estudava mais as escrituras sagradas do que física.
Esse famoso matemático e físico acreditava na existência de um Deus criador todo poderoso e que para ele era inconcebível a ideia que toda a disposição e harmonia do universo não ter sido planejada e criado por um ser onisciente e onipotente.
Alguns podem questionar se não era os ideais daquela época que o influenciaram a ter esse pensamento, mas quem estuda a vida de Newton, sabe que não é esse o caso. Por mais que suas crenças se baseassem em Deus, ele era considerado um herege pela igreja por ter visões ortodoxas como rejeitar a visão da trindade imposta pelo cristianismo, e ressaltar que era uma invenção humana, que Jesus Cristo seria um ser criado e não igual ao criador e adora-lo como tal seria considerado idolatria.
Então podemos ver que ele considerava a ciência e a espiritualidade como complementares e não separadas.
Albert Einstein (1879-1955)
Um gênio que revolucionou a ciência por meio da teoria da relatividade transformando nossa compreensão de tempo, espaço e gravidade. Ele era alguém que vivia em seu próprio mundo desde criança, preferia aprender de seu próprio modo em vez de seguir o modelo de ensino da época, por isso era visto como um sem futuro pelos professores, o que deixava ele mais isolado e assim como Newton tinha suas próprias ideias em relação a espiritualidade.
Einstein rejeitava a ideia que o mundo tinha de um Deus todo poderoso que se importava com o destino das pessoas, ele o via como uma inteligência que podia ser observada na natureza e na harmonia do universo. Há uma citação dele que se encaixa no que estamos discutindo nesse artigo:
“A ciência sem religião é manca, a religião sem ciência é cega.”
O que isso nos diz? Podemos ver que ele afirma que a ciência sem religião é manca, algo que atrasa, enquanto a religião sem ciência é cega, ou seja que deixa as pessoas no escuro. Nossos cientistas estão a todo momento tentando descobrir os segredos do universo mas há sempre uma limite, algo que não conseguimos ultrapassar, nós cheguemos até o Big Bang mas o que há antes dele? E o que vem depois? Perguntas que a ciência não consegue responder a mas a espiritualidade sim, pelo menos em certa parte. No entanto, os religiosos afirmam não acreditar no que os cientistas dizem e isso os deixa cegos para compreender os mistérios do próprio criador.
Georges Lemaitre (1894-1966)
Outro gênio, só que desta vez, um pouco menos conhecido e lembrado. Sabe a famosa Teoria do Big Bang? Sim, foi ele que apresentou ela pela primeira vez. Resumindo ele propôs a ideia de que o universo teria surgido a partir de um único átomo, o que foi muito controverso na época, porque até então, o mundo acreditava que o universo era estático, e que não havia um começo para ele. No entanto, assim que Hubble observou em seu telescópio que com o passar do tempo as galáxias se afastavam uma das outras, a Hipótese do Átomo Primitivo ganhou mais base.
Além de astrônomo, ele também era um padre que acreditava que a ciência e a fé podiam andar juntas, e seus estudos não eram apenas para explicar o universo, mas sim o próprio criador.
A Espiritualidade e a Ciência
A espiritualidade não é apenas uma questão de fé; Grandes nomes da ciência acreditavam em algo maior do que apenas coincidência, o que agora é visto como ridículo um cientista ter alguma crença espiritual, talvez seja por isso que não temos mais gênios como antigamente.
Conclusão
Eu trouxe esses três gênios para lhe mostrar que até mesmo eles, que revolucionaram a ciência, ainda sim, demonstravam não saber de tudo ao questionar a imensidão do universo e a espiritualidade por trás dele. Ao explorar os segredos da espiritualidade, você pode descobrir os mistérios do universo e vice-versa. Abra mais a mente e veja os dois como um, em vez de travar uma batalha entre fé e ciência dentro de você.
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